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Governo Alerta para “Super El Niño” e Destaca Queda Histórica no Desmatamento

O Ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Ribeiro Capobianco, anunciou nesta sexta-feira (5) medidas robustas de prevenção e combate a incêndios florestais, em resposta à previsão de um “Super El Niño”. Em pronunciamento nacional, Capobianco detalhou o reforço no monitoramento e o envio do maior contingente de brigadistas da história, além de um aporte superior a meio bilhão de reais para os corpos de bombeiros estaduais. Ações de apoio com aeronaves e equipamentos de prevenção e combate também foram ampliadas.

O fenômeno El Niño, caracterizado pelo aquecimento das águas do Pacífico Equatorial, pode gerar tanto secas extremas quanto chuvas intensas, elevando o risco de incêndios em diversas regiões. Os anos de 2023 e 2024, palco do último El Niño, já registraram temperaturas recordes, evidenciando a urgência das medidas preventivas. O governo vinha, inclusive, se preparando para a possibilidade de abertura de crédito extraordinário para mitigar os impactos.

Em meio ao alerta climático, o ministro celebrou a queda expressiva no desmatamento, um dos pilares da campanha eleitoral do governo Lula. Segundo Capobianco, nos últimos três anos, o desmatamento na Amazônia foi reduzido pela metade, com quedas de 32% no Cerrado e 65% no Pantanal. Esses resultados, que contribuem para a preservação da biodiversidade e a redução de emissões de gases de efeito estufa, colocam 2025 com o menor índice de desmatamento desde 2019, quando Jair Bolsonaro assumiu a presidência, segundo dados do MapBiomas.

A gestão também ampliou as áreas protegidas em aproximadamente 5 milhões de campos de futebol, com a criação de novas reservas ambientais e o reconhecimento de terras indígenas e territórios quilombolas. A cooperação internacional foi retomada, com o Fundo Amazônia contando agora com nove países financiadores, após um período de paralisação sob o governo anterior. No total, R$ 204 bilhões em recursos públicos e privados foram mobilizados para ações ambientais, incluindo recuperação de áreas degradadas e restauração florestal.

Capobianco ressaltou que esses avanços são fruto da cooperação entre os diferentes níveis de governo e a sociedade civil, com um retorno significativo ao investimento em ciência, monitoramento e fortalecimento de instituições como Ibama e ICMBio, que teriam sofrido tentativas de desmonte em gestões passadas.

Apesar dos avanços celebrados, o governo enfrenta críticas por decisões como o apoio à exploração de petróleo na Foz do Rio Amazonas e teve que recuar em projetos de privatização de hidrovias após manifestações indígenas.