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Mundo

Pequim apoia ação do Brasil contra tarifaço dos EUA na OMC

A diplomacia ativa do governo Lula na defesa do multilateralismo ganhou um importante reforço. A China solicitou formalmente a participação nas consultas iniciadas pelo Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra as sobretaxas de até 37,5% impostas de forma unilateral pelos Estados Unidos. A iniciativa brasileira, protocolada em julho, contesta o tarifaço norte-americano que desrespeita as normas internacionais de comércio e afeta a concorrência global.

Ao acionar a OMC, a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirma a liderança do Brasil na busca por soluções dialogadas e baseadas em regras multilaterais, contrapondo-se ao protecionismo arbitrário. Em documento enviado à entidade, Pequim declarou possuir “interesse comercial substancial” no caso, apontando que as medidas restritivas dos EUA prejudicam as condições de concorrência e impactam as exportações globais.

Embora o Órgão de Apelação da OMC enfrente paralisia desde 2019 devido a bloqueios promovidos por Washington, a aceitação americana para iniciar as conversas é vista como uma vitória política da postura soberana do Brasil. O Palácio do Planalto utiliza o recurso como um gesto simbólico fundamental para marcar posição em defesa do comércio justo e contra sanções desmedidas que ferem a soberania das nações em desenvolvimento.