Política

Colômbia decide eleição: Direita se apropria da camisa da seleção

O segundo turno das eleições presidenciais na Colômbia ocorre neste domingo sob forte polarização e disputa de narrativas. O pleito define a continuidade do projeto progressista iniciado por Gustavo Petro, representado agora pela candidatura de Iván Cepeda, contra a extrema direita de Abelardo de la Espriella, alinhada a Donald Trump. Nas regiões periféricas, rurais e indígenas, o voto em Cepeda é defendido como uma garantia de avanço nas políticas públicas e de consolidação dos acordos de paz.

Observadores internacionais acompanham o processo de votação com atenção redobrada. A extrema direita tem repetido táticas de apropriação de símbolos nacionais, como o uso político da camiseta da seleção de futebol — fenômeno semelhante ao ocorrido recentemente no Brasil. Além disso, a presença de uma foto de Espriella batendo continência na cédula oficial gerou questionamentos sobre propaganda subliminar e a neutralidade do sistema eleitoral. Para coibir esquemas de compra de votos, a fiscalização contra o uso de celulares nas cabines foi intensificada.

Enquanto os grandes centros urbanos concentram o eleitorado conservador, a força da democracia progressista reside no interior do país. Populações ribeirinhas, camponesas e indígenas enfrentaram longas e difíceis jornadas de deslocamento para exercer o direito ao voto. Para essas comunidades historicamente excluídas, a participação eleitoral representa um ato de resistência e a esperança de manter um governo comprometido com a redução das desigualdades sociais.