Câmara Aprova Fim da Escala 6×1 e Jornada de 40 Horas; Bolsonaristas Resistiram!
A Câmara dos Deputados deu um passo importante na conquista de melhores condições de trabalho ao aprovar, em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa acabar com a insalubre escala 6×1 e reduzir gradualmente a jornada máxima de trabalho para 40 horas semanais, sem cortes salariais. A medida, que agora segue para o Senado, representa uma vitória para os trabalhadores que lutam por mais tempo de descanso e qualidade de vida.
Apesar do apoio expressivo da maioria dos parlamentares, 22 deputados se posicionaram contra a proposta. Notavelmente, metade desses votos contrários veio de membros do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro. A resistência a um avanço tão significativo para a classe trabalhadora levanta sérias questões sobre as prioridades de parte da oposição.
Um dos focos de oposição foi o deputado Mauricio Marcon (PL-RS), que tentou obstruir a tramitação da PEC na comissão especial. A votação também evidenciou uma forte concentração regional de votos contrários, com Santa Catarina se destacando como o estado com maior número de parlamentares contra o fim da escala 6×1, totalizando nove votos negativos.
O debate sobre a jornada de trabalho ganhou contornos controversos com declarações como a do deputado Bibo Nunes (PL-RS). Na véspera da votação, ele defendeu uma jornada semanal de 60 horas, citando Elon Musk como referência e questionando o desejo dos trabalhadores por “prosperidade além do normal”. Essa fala gerou forte repercussão negativa nas redes sociais, contrastando com o avanço conquistado pela PEC.
Outro voto contrário notável foi o de Kim Kataguiri (União-SP), que acusou a PEC de ser uma “mentira” e “populismo”. Segundo ele, a proposta não acabaria efetivamente com a escala 6×1 e os trabalhadores continuariam enfrentando a mesma rotina. Kataguiri criticou a estratégia do PL de apresentar propostas alternativas, classificando-as como “responder populismo com mais populismo”.
A PEC aprovada garante dois dias de descanso remunerado por semana e a redução gradual da jornada para 40 horas. A luta agora se volta para o Senado, onde se espera a consolidação dessa importante conquista para os trabalhadores brasileiros.






