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EUA Quebram Trégua e Atacam Irã em Meio a Negociações de Paz, Tensão Cresce no Golfo Pérsico

Em um revés para as esperanças de paz, os Estados Unidos realizaram novos ataques contra o Irã nesta terça-feira (26), rompendo semanas de trégua e reacendendo as tensões na região. A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, por sua vez, anunciou ter abatido um drone americano Reaper que teria violado seu espaço aéreo. A corporação militar iraniana declarou que se reserva o direito de responder a qualquer violação do cessar-fogo, alertando para o risco de novas escaladas.

O líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, criticou duramente a postura americana, afirmando que Washington está perdendo influência no Golfo Pérsico e que os países da região não servirão mais como escudo para bases dos EUA. Ele ressaltou que o Irã está preparado para responder às violações do cessar-fogo, descrevendo as negociações em curso como uma “perda de tempo” diante da agressividade americana.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã acusou os EUA de atos agressivos na província de Hormozgan, onde fica Bandar Abbas, ponto estratégico para o comércio marítimo. O cessar-fogo, negociado em 8 de abril, vinha gerando otimismo, com declarações do presidente americano Donald Trump indicando um possível acordo iminente. No entanto, o anúncio de Israel de intensificar sua ofensiva no Líbano e o ataque americano ao Irã frustraram essas expectativas.

O Comando Central dos EUA (Centcom) justificou o ataque como tendo como alvo instalações de mísseis e embarcações iranianas que tentavam realizar minagens. Apesar de o Centcom afirmar ter agido com moderação, a ação gerou cautela nos mercados globais, com bolsas europeias abrindo sem tendência definida e o preço do petróleo registrando leve alta.

As negociações de paz, que acontecem em Doha, no Catar, visam também a liberação de cerca de US$ 24 bilhões em bens iranianos congelados no exterior. A reabertura do Estreito de Ormuz, crucial para o transporte global de petróleo e gás, é um dos pontos centrais para o fim da guerra, que já causou milhares de mortes e abalou a economia mundial. Paralelamente, o presidente iraniano ordenou o restabelecimento do acesso à internet, bloqueada por mais de 87 dias durante o conflito sob alegações de segurança.